Por Luís Alberto Lobrigatti
Considerando o momento econômico mundial que atravessamos, no qual percebemos a luta das empresas pela sobrevivência e perpetuação no mercado, falar da necessidade de investimentos que propiciem crescimento pode parecer, a princípio, contradição e utopia. No entanto, destacamos o fato de que se não houver a preocupação de crescer, quando do direcionamento das ações operacionais e estratégicas em qualquer empreendimento, podemos sacramentar a falta de condições para continuar existindo e competindo em algum nicho de mercado.
Investir na empresa significa oferecer condições para que esta esteja cada vez mais preparada para novos desafios referentes ao aumento de concorrência no segmento, diferenciais no atendimento das vendas e pós-vendas, inovações tecnológicas de produtos ou serviços, guerra de preços etc.

Nesse caso, investimento necessariamente não representa tão somente colocar mais dinheiro no caixa, mas também o fato de seus gestores atualizarem-se com informações relacionadas ao produto/serviço, mercado de atuação (clientes, concorrentes, fornecedores, parceiros, colaboradores, etc.), e tendências de comportamento da economia. Inclusive considerar cenários políticos.
O “crescer” em uma empresa pode ser percebido mais com o ganho de forças e poder de competitividade, do que com o aumento do espaço físico, número de pessoas, quantidade de máquinas, etc. Na realidade, o crescimento está mais relacionado ao aumento do volume de produção e de vendas e/ou prestação de serviços. Esses são alguns dos fatores que realmente vão proporcionar maior geração de lucro.
O empreendimento que cresce, demonstra, acima de tudo, a capacidade gerencial das pessoas que estão à frente do comando de execução das atividades operacionais. Principalmente, da formulação das estratégias de atuação da empresa no mercado, sendo uma delas a própria definição da utilização do lucro gerado no momento presente. Ou seja, ter o lucro como uma das reservas de recursos financeiros que subsidiarão o crescimento planejado da organização.
Com isso, a importância de investirmos no crescimento da empresa, quer com o seu próprio lucro, quer com capital dos sócios ou mesmo com recursos de terceiros, fundamenta-se no objetivo de que ela desenvolva mais forças competitivas, permaneça por mais tempo em atividade e conquiste maior participação das vendas totais no mercado onde atua.
Luís Alberto F. Lobrigatti
Consultor Orientação Empresarial
SEBRAE/SP
Adorei esse post! Se todos focarmos em crescer o negócio, investir etc passaremos pelo momento de crise de uma forma muito mais 'light'. Agora se todos ficarmos amedrontados o mercado irá desaquecer e a crise será ainda mais evidente! Muito bom,
abraços
Vinicius