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O início de um novo negócio – Parte 14

Ponto de equilíbrio e margem de contribuição

Veja que interessante!

Vamos supor que uma empresa conseguiu um preço de venda de um produto considerado bom para ela e que os clientes aceitem o preço de R$ 103,00. Esse empresário definiu que o lucro é 10% (gaveta no 4). O custo variável é de 64,5% (gaveta no 1) e as despesas comerciais totalizam 10,2% (gaveta no 2). A despesa fixa desse produto contribui com 15,3% do seu preço para pagar as despesas fixas (gaveta no 3). Isto é: R$ 103,00 = R$ 10,30 + R$ 66,44 + R$ 10,50 + R$ 15,76.

Pois bem. Se essa empresa vender apenas uma unidade desse produto, com os R$ 103,00 que receber conseguirá pagar os custos da matéria-prima, componentes, mão-de-obra etc. referentes a essa unidade do produto (isto é, o custo variável de R$ 66,44). Conseguirá também pagar os impostos e as despesas de venda (ou seja, as despesas comerciais de R$ 10,50). Mas não conseguirá pagar as despesas fixas da empresa, que geralmente são mensais. Por exemplo: aluguel, luz, água, salários de funcionários, a retirada pró-labore etc., pois cada venda apenas “contribui” com sua parcela para cobrir esses custos mensais. Daí vem o conceito de margem de contribuição.

Margem de contribuição é quanto cada produto vendido contribui para pagar as despesas fixas mensais e quanto contribui para formar o lucro.

Veja então a composição do preço de venda do exemplo:

Composição do Preço de Venda Valores % de Participação Margem de Contribuição
Custo variável 66,44 64,5% -
Despesas comerciais 10,50 10,2% -
Parcela da despesa fixa 15,76 15,3% 15,3%
Parcela de lucro 10,30 10,0% 10,0%
Margem de contribuição

 

 

25,3%
Total = preço de venda 103,00

 

 

Portanto,

Margem de contribuição =

 

preço de venda – (custo variável + despesas comerciais) x 100 ___________________________________________

Preço de venda

Neste exemplo é 25,3% do preço.

Significa que toda vez que vender esse produto o empresário deve guardar R$ 25,30, juntando até completar a quantia que precisa para pagar as despesas fixas da empresa, como aluguel, luz, telefone, salários etc.

Então vem as perguntas:

1)Quanto este seu conhecido precisará vender para ter dinheiro suficiente para pagar os custos diretos, as despesas comerciais e todas as despesas fixas da empresa no mês?

2)Quantas vendas ele deverá realizar?

3) Qual deve ser o faturamento mensal dessa empresa para cobrir tudo o que precisa?

A questão é que o preço pode ser bom, mas o faturamento pode ser que não. O lucro que realmente importa não é de uma unidade de venda, mas aquele acumulado em um período de vendas, após cobrir todos os custos e despesas.

Qual o volume de faturamento ideal para o tamanho da empresa?

Esta análise utiliza a técnica de ponto de equilíbrio.

gangorra1

4 comentários to “O início de um novo negócio – Parte 14”

  1. vilson michalski disse:

    fiz o cadastro no portal do sebrae, sou mecanico e abri uma oficina a 3 anos e nao consigo ter um ponto equilibrio,dezembro e janeiro tive inadinplencia de 3.700 reais ,como nao tinha um fluxo de caixa tive que negociar com meus forneçedores, peço ajuda agradeço des se o sebrae puder me ajudar..

  2. Juana disse:

    O texto está bom, mas fatam informações importantes! Mesmo assim, foi de bom proveito.

  3. Edson de Castro disse:

    Olá, entrei no site hoje (04/11/09) e ainda estou tomando ciência dos assuntos aqui expostos, a princípio de muita valia, pois vendo a questão da margem de contribuição e ponto de equilíbrio, assuntos estes que muitos empresários não lidam com a importância devida…

    Por favor, se puderem abrir os valores, onde foi que chegou-se aos valores das gavetas nrs. 1 a 4???

    Um forte abraço e entrarei mais vezes e contribuirei para o crescimento do blog

    Edson

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