Nos Estados Unidos, uma lavanderia orgânica está fazendo sucesso. A empresa usa o dióxido de carbono para lavar roupas. O sistema é ecológico e deixa as peças limpas e sem cheiro.
Em Nova York, novidades que dão certo costumam ser referência para o mundo. Os mais de 8 milhões de habitantes da cidade representam um mercado de alto poder aquisitivo, exigente e disputado. E aqui, o consumidor é cada vez mais sensível a um tipo de apelo: os cuidados das empresas com a saúde e o meio ambiente.
Uma curiosa lavanderia verde fica em Newark, região metropolitana de Nova York. O serviço que ela faz é o mesmo que nas empresas convencionais: roupas limpas, secas e passadas. Mas o método é especial, pois o que lava as roupas não é a água, e sim um gás – o dióxido de carbono.
Trata-se do mesmo gás que a gente encontra nas garrafas de água ou refrigerante. O gás lava as roupas na lavanderia. A operação é feita em uma máquina, sob altíssima pressão.
A história deste negócio começa em 2002. Com a esposa grávida, o empresário David Kistner soube que a agência de proteção ao meio ambiente dos estados unidos considera tóxicos alguns produtos químicos usados nas lavanderias tradicionais. “30% das lavanderias no país usam produtos químicos que causam câncer, diz Kistner, e você não quer que seus filhos, sua esposa, seu familiares sejam expostos a isso, o que a gente planeja fazer aqui é conscientizar as pessoas dessa necessidade”, afirmou.
David procurou uma empresa sustentável na região. Como não encontrou, resolveu montar uma. Junto com o sócio, Chris Skelley, investiu US$ 150 mil na máquina de lavar a gás, de fabricação americana. E serviço nunca faltou.
“A empresa se beneficiou desse mercado verde porque nos demos conta que não é só porque é verde, havia uma necessidade das pessoas de procurar um produto melhor”, disse.
No processo, as roupas chegam, são vistoriadas, separadas e recebem uma etiqueta com chip. É como uma identidade da peça. “Basta verificar no computador, e ele mostra o tipo de tecido, se já foi lavada aqui e se tem alguma mancha”, diz Skelley.
Depois, as peças são colocadas na inovadora máquina de lavar. O equipamento é alimentado com um cilindro de dióxido de carbono. O empresário explica que lá dentro, o gás, submetido a alta pressão, vira líquido, penetra no tecido e limpa por completo. Logo em seguida, a pressão interna diminui, o CO2 volta ao estado gasoso, e seca a roupa. Essa mudança deixa a temperatura próxima de zero. O processo todo dura meia hora.
A roupa lavada custa 20% mais caro que no mercado. O motivo é o preço da maquina a gás, quase três vezes mais que uma lavadora tradicional. Mas a vantagem é que não deixa resíduos tóxicos.
Toda a sujeira das roupas é retida em um filtro, e tratada antes de ser descartada. Mas é claro que uma roupa lavada assim precisa de um serviço de passar à altura. Para isso, as peças passam por uma esteira suspensa, até uma máquina de injetar vapor quente.
Veja a matéria completa do programa PEGN aqui.
Gostei da reportagem. Como faço para saber detalhes desta máquina? Preço por exemplo!
Prezado Cézanne Camurça
Confesso que não sei, como trata-se de uma iniciativa nos EUA, na região metropolitana de Nova Iorque. Segundo a reportagem o preço da maquina a gás é quase três vezes mais caro que uma lavadora tradicional. Mas a vantagem é que não deixa resíduos tóxicos. O valor pago na máquina pelo empresário citado na reportagem, na época, foi de U$S 150 mil (http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2011/11/lavanderia-ecologica-nos-eua-lava-roupas-com-gas.html) quem é o fabricante isso não é citado na matéria.
Este é o site da rede de lavanderias (http://www.greenapplecleaners.com/) caso queira entrar em contato com o David Kistner criador da rede de lavanderias.
Sucesso
Beco com Saída