Por Jorge Luís da Rocha Pereira
Formar os preços de venda é uma tarefa simples, mas isto apenas na visão ainda inocente dos iniciados na gestão empresarial.
A verdade é que todos deveriam ter mais atenção, e dedicar mais tempo, no manuseio das informações financeiras da empresa, ainda mais quando se trata de elaborar os custos e formar os preços de venda dos serviços e produtos, pois esta atividade pode afetar, positivamente ou negativamente, as relações comerciais com fornecedores e consumidores.
Quando estas ações são perigosamente realizadas sem os conhecimentos básicos sobre a precificação, e acaba substituída de forma displicente pela facilidade contagiante de um multiplicador único, quase enigmático, aquilo que poderia ser o propulsor para o aumento da competitividade se torna um vírus, causador de inúmeras doenças empresariais.
Existe a chance de o empresário decidir, por qualquer razão, que é necessário eliminar a utopia do número mágico, para correr atrás da realidade do mundo empresarial, deveria encontrar o mapa do tesouro na fórmula prática: Preço de Venda = custo X índice, mas algumas vezes se depara com as mais diversas desculpas para tentar justificar a continuidade da utilização do misterioso número.
Porém, a única maneira de desvendar a realidade empresarial, coberta por interferências externas e internas, sujeitas às oscilações do mercado e da própria empresa, seja formar o preço de venda, através de exercícios sérios e meticulosos da gestão financeira e comercial sobre o negócio.
Para compreender melhor este modelo de gestão, aplicada à precificação, é necessário analisar os dois parâmetros da fórmula separadamente.
O custo – proveniente originalmente do mercado fornecedor, carrega ainda impostos, frete e a angústia de manter ou não o produto ou serviço no estoque.
O índice – um número criado em duas terras separadas por um mar recheado de diversas variáveis, controláveis e incontroláveis, sujeito às intemperes dos mercados concorrente e consumidor, responsável pelo sucesso ou insucesso das vendas dos produtos e serviços.
No entorno destes dois parâmetros orbitam informações, necessidades e desejos, da empresa e do próprio mercado.
Também são eles os elementos fundamentais para os oito tipos de formação de preços de venda:
Estas possibilidades de preços são alguns dos instrumentos que a empresa tem a sua disposição para enfrentar a concorrência, e ainda, conseguir encantar o consumidor, e também é claro atingir os resultados planejados.
Jorge Luis da Rocha Pereira
Consultor – Sebrae/SP
Eu espera mais de um texto com o título : “A suprema arte da formação dos preços de vendas” Na verdade o que eu gostaria de saber é qual a porcentagem mínima que devemos ganhar em um produto? As grandes empresas normalmente trabalham com que percentual de lucro?
Prezado Mateus Lopes
Depende. Depende do mercado que atua, dos seus custos fixos e variáveis, das suas despesas,etc. Sugiro que leia a cartilha para aprender a calcular a margem de contribuição por produto/serviço da sua empresa (http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/bds.nsf/E809A7FF3D9553E90325714700620C06/$File/NT000AFB26.pdf).
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